O preto não é negro! negro é sinônimo de escravo.

estupides

Como o próprio dicionário diz negro é sinônimo de escravo.

O dicionário mais popular desse idioma no Brasil é o Aurélio

Só Existe uma Raça a Humana

E lá consta: Da cor preta, diz-se do indivíduo de raça negra, preto, sujo, encardido, sombrio, lúgubres, funesto, escravo.

 É flagrante a carga pejorativa dessa palavra usada na língua oficial do país para se referirem aos africanos aos crêoulos e afro descendentes. Mas não para por aí, porque os últimos serão os primeiros. No caso, a última palavra que aparece é a primeira, é o princípio de tudo.

Quando os portugueses invadiram essa terra que hoje chamamos Brasil, houve a tentativa de escravizar os nativos. Por questões que não nos cabe abordar nesse momento, esse empreendimento não vingou e o escravizado nativo foi substituído pelo africano. Mas para se distinguir um do outro, ao se referir aos escravizados indígenas, os portugueses diziam “negros da terra”, ou seja,  negros da própria terra sobre a qual trabalhavam. Os outros negros vinham de fora, de outra terra, vinham de África. Como o próprio dicionário diz negro é sinônimo de escravo.

O comércio de escravizados prosperou, e o Brasil foi o país que mais recebeu africanos no mundo. Durante séculos todo africano que aqui chegava, chegava na condição de escravo, logo, todo africano que aqui chegava era negro.

 

Depois que a lei Euzébio de Queiroz proibiu a importação de africanos, a procriação nas senzalas foi uma das saídas para se tentar suprir a demanda de mão de obra negra. É nesse contexto histórico que emerge com força a figura do escravo reprodutor. Era sistema de produção em série. Dentro desse esquema todo filho de africanos( os crêoulos) já nascia escravo, logo, era tudo negro(crêoulo)

Etimologia da palavra homem preto

 

Tinhorão (1997)3 defende a tese de que os portugueses empregaram, invariavelmente, o termo negro para designar, de forma genérica, todos os tipos raciais de pele escura com quem se relacionaram. Tinhorão (1997) defende que as únicas indicações capazes de permitir a identificação de um homem africano, propriamente dito, foram os escritos de cronistas, navegadores ou autoridades que se referiam àtiópios, ou etíopes, guinéos, ou gentios de determinados pontos da África, sabidamente habitados por naturais africanos melanoides. O autor ainda esclarece que essa dubiedade só desapareceu quando, como resultado de um longo processo de observação, o povo passou a denominar o  homem de pele mais escura com o nome da cor que, por comparação, lhe correspondia na linguagem comum, ou seja: preto. A partir de então, um homem cuja pele fosse tão escura que lembrasse a cor preta, começou a ser chamado homem preto e, logo, por economia de palavras, preto. O termo negro continuou a constituir, oficialmente, o nome genérico para a gente das mais variadas graduações de cor de pele, a partir do amorenado ou pardo, até aos tons mais fechados; entretanto, para o povo em geral, o homem mais característica mente africano passava a ser sempre o preto.

TAXA DE FECUNDIDADE DAS MULHRES DE 16 ANOS OU MAIS MÉDIA POR COR ( 1992, 1999, E 2007)

2007 1999 1992
Cor Taxa Porcentagem das Mulhres Taxa Porcentagem das Mulhres Taxa Porcentagem das Mulhres
Brancas 1.98 52.1% 2.91 56.8% 2.52 52.3%
Pretas 2.29 7.8% 3.41 5.6% 2.80 6.3%
Pardas 2.40 39.1% 3.46 37.0% 2.91 41.0%
Negras 2.39 46.9% 3.46 42.6% 2.89 47.3%
Indígenas 2.67 0.3% 3.66 0.2% 3.40 0.1%
Amarelas 1.96 0.6% 2.91 0.5% 2.67 0.3%
Total 2.17 100% 3.15 100% 2.70 100 %

Segundo a Pnad em dez anos, a população de curtis/cor preta no país cresceu 2,1 pontos percentuais, passando de 5,9% do total de brasileiros em 2004 para 8% em 2013, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios) 2013. O material foi divulgado na quinta-feira (18) e corrigido no dia seguinte após reconhecimento de erro do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados divulgados originalmente apontavam crescimento de 2,2 pontos percentuais.

Além dos pretos, cresceu também o número de pessoas curtis/cor parda. Que juntos, de acordo com os conceitos racistas e preconceituosos de que pardo e preto formam a população negra do país, que passou de 48,1% em 2004 para 53% em 2013.

O uso do termo “preto” costuma ser criticado de forma equivocada nas redes sociais como supostamente preconceituoso, mas é a forma correta de se referir ao homem “preto” e da  terminologia oficial da pesquisa do IBGE.

No Brasil, seu primeiro censo oficial, de 1872, tinha para a variável “cor/raça” as opções ‘branca’, ‘preta’, ‘parda’ e ‘cabocla’; no censo de 1890, a opção ‘parda’ foi substituída por ‘mestiça’, retornando o termo ‘parda’ em todos os censos seguintes que tiveram o quesito “cor/raça”, passando a incluir também os mestiços caboclos.

No Brasil em alguns lugares a época, a expressão “negro” já podia ser considerada depreciativa e foi substituída por outra menos “pesada” como “preto”. Tal fenômeno foi registrado pelo sociólogo norte-americano  Ronald Person na Bahia embora ele mesmo verificasse a grande difusão de expressões supostamente carinhosas como “meu negro”  “meu negrinho” , mesmo entre os brancos, como prova de carinho.

É esse talvez o motivo porque na tradução brasileira de seu livro “Negros em Brasil” o titulo venha ser mudado para o “Branco e Preto” na Bahia, tratando-se, é bom registrar de uma obra sociológica  destinada ao exame das relações de *raça no Brasil e não de uma pesquisa antropológica onde aonde a expressão “negros poderia representar estar corretamente empregada. Neste ultimo sentido, generaliza- se entre escritores brasileiros, as expressões “negros”,”negro brasileiros””afro-brasileiros” como significando o negro em seu sentido antropológico, quer físico, quer cultural. Os próprios pretos em seus agrupamentos e clubes culturais, ou recreativos, referem-se, a “Frente Negra”, “União Negra” brasileira etc…

Outro aspecto a destacar  é que no Brasil ao contrario dos Estados Unidos a expressão “negro” designa a um individuo de caracteres fenótipos iniludivelmente “preto” ou “africano”, como a cor bem escura, da cor retinta, muito escura, da epiderme cabelos encarapinhados, lábios vultuosos, nariz platurinico….

Qualquer mistura, por menor que seja, com branco, falo passar para a categoria dos mulatos, e o passing, para o branco e qualquer coisa……         

 

Marilena  Chaui

Escritora

  • reflexão sobre a designação de “ raça negra “ que é uma imposição  do racismo . Não a devemos acolher  como nossa identidade . Ao contrário  do que afirmam  os racialistas,  a nossa  identidade é humana. Até o séc. XVII essa palavra não tinha expressão de identidade dos povos africanos ( Marilena  Chaui ) e foi reservada  pelo racismo para designar os pretos  sequestrados na costa da África a quem o sistema escravagista submetia  Uma pela violência a negação de sua humanidade.
  • Nosso avós eram pessoas (humanas) de cor. Se o branco é branco, o preto é preto. Não Existiram Irmandades nem cemintérios de homens “ negros”. Haviam  de homens de Cor, de Pretos, de Pretos  novos etc.

A exemplo da proclamação da ONU, como o Ano Internacional dos Povos Afro-descendentes – 2011.

Entendemos que os homens Pretos, se enquadram na classificação de Afro-descendentes que contempla o universo étnico/ racial africano.

Africano-brasileiro

Década Internacional de Afro Descendente

lema “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento

Agenda pós-2015 – ONU

Um momento decisivo para o mundo

gmorra reserva 103

A PALAVRA “NEGRO” É DE ORIGEM   ESPANHOLA E PORTUGUESA PARA

DEFINIR  ESCRAVO.

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