Genocídio Etnico no Brasil

Genocídio

 

Da Gente preta no Brasil

O outro método de extermínio étnico utilizado no passado e que ainda reverbera hoje, mantidos pelo Governo e Sociedade Brasileira são os relacionamentos inter-raciais e a seqüência familiar dada a partir de tal união. Assunto espinhoso, porém necessário.

Relacionamentos inter-raciais também se encaixam nesse viés de extinção, com critérios elaborados por esse sistema em uma época onde o preto livre no Brasil poderia resultar em maioria populacional (séc. XX), e a preocupação dos sinhozinhos era obvia. Na maioria das vezes a mulher preta e indígena atraia em apenas um sentido: o sexual.
Antigamente dos relacionamentos inter-raciais, com imigrantes (que tiveram acesso livre às colônias no Brasil, facilitando o processo de branqueamento). Resultando no “CAFUSO: índio com branco e o MULATO: branco com preto.

Hoje em dia, ainda reproduzimos alguns desses comportamentos, como bem aborda o escritor Gilberto Freyre (sic), em seu livro Casa grande e Senzala: “branca para casa, mulata para foder, preta para trabalhar”. É importante ressaltar que esse ditado foi retratado depois de uma geração, menos de cem anos depois da abolição e também foi a primeira geração de miscigenação do país. Coincidência? Não! Estratégia.

Esse ditado originário dos anos 30 é uma herança praticada (in) conscientemente até hoje.

A peça do joguete foi/é o homem preto e a mulher preta para a tão criticada e ao mesmo tempo elogiada miscigenação, intitulada por muitos da época como “processo de pureza”.

Homens pretos são marginalizados, são associados ao impróprio. Para a mulher preta, um homem branco representa um convite a viver com dignidade nessa sociedade

Mulheres pretas são marginalizadas, são associadas ao impróprio. Para o homem preto, uma mulher branca representa um convite a viver com dignidade nessa sociedade, e é assim que eles planejaram mesmo. Dessa forma não damos continuidade em nossa ancestralidade por motivos racistas que perseguem nossa auto-estima.

Esse processo é classificado por muitos como uma medida genocida, pois foi estrategicamente pensado com essa finalidade. E de tão silencioso parece inofensivo, me lembra do “parecia inofensivo, mas te dominou”, pois é e isso resultou no Brasil uma perda de identidade por etnia.

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Assim como esse processo de branqueamento foi implantado na sociedade (mais conhecido como miscigenação).

 O  patriarcal ismo branco também. Willy Lynch, um senhor de escravos do Caribe no séc XVIII, foi um dos mais requisitados por outros senhores e teve suas “habilidades psicológicas” propagada, que se baseava em separar, dividir e dominar. Lynch usou de métodos eficazes nos quais a desunião entre os escravos fortificava a relação fiel de escravo oe senhor, dando privilégios aos homens (por ser homem), aos mais novos (pela sua condição), aos que se aproximavam de uma beleza europeia (por classificar essa uma beleza superior) e dessa forma criou-se uma cultura separatista e segregatória entre os pretos e pretas  da época. E que é mantido até os dias de hoje.

Todo esse processo, resultou hoje em grande escala numa cultura conflituosa e separatista, onde o maior vilão de todo movimento e fora ele é a superioridade e ignorância perante as diferenças.

Na sociedade do Brasil colonial, ser branco era estar no topo da escala, mas ser meio branco já conferia privilégios. A maioria dos bandeirantes e capitães do mato, que oprimiam índios e pretos, era mestiça. Os brasileiros usavam vários termos para identificar a ancestralidade de alguém. O clássico trio ensinado na escola: mulato, cafuzo e mameluco.

Mulato, resultado da mistura de europeus e africanos – na época colonial, quase sempre branco e negra -, que dizem que vem de mula. Não era exatamente pejorativo. Na época da escravidão, a maioria dos mulatos eram livres e se ocupava de tarefas urbanas.

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O preto quando não é exterminado a bala o é pela miscigenação

Genocídio: Tentativa de ou destruição total ou parcial de um “grupo” nacional, étnico, cultural, religioso. Constitui crime contra a humanidade.

Atirador cristão norueguês que pede absolvição ou morte

Para o atirador norueguês, a ‘mistura de étnica no Brasil é devastadora.

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No primeiro dia de julgamento, Breivik fez saudação romana

O Brasil foi citado como exemplo do “efeito negativo da mistura de etnias” em manifesto do terrorista de extrema-direita Anders Behring Breivik (foto), o norueguês de 32 anos que assumiu a autoria dos atentados que mataram ao menos 76 pessoas em Oslo, na última sexta. Segundo o documento de 1.500 páginas, a corrupção, a desigualdade social e uma “falta de produtividade” atribuídas ao país seriam diretamente decorrentes da miscigenação do povo brasileiro.

Diz trecho: “Os resultados são evidentes e se manifestam num alto nível de corrupção, falta de produtividade e um eterno conflito entre várias ‘culturas’ competindo, enquanto as ‘sub-tribos’ criadas (preto, mulato, mestiço, branco) paralisam qualquer esperança de sequer alcançar o mesmo nível de produtividade e igualdade de, por exemplo, Escandinávia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão”. A associação entre pureza racial e desenvolvimento econômico prossegue e o atirador alega que a tolerância à mistura de etnias branca, preta e indígena seria “devastadora” na Europa” e “um  grande atraso”.

O Brasil recebeu 12 citações no documento. Nem todas são de teor racial: em uma delas, o terrorista menciona o acidente com o césio 137 em Goiânia, em 1987, como exemplo do perigo no transporte de bombas. “Seja extremamente cuidadoso quando lidar com material radiológico”, afirma. Intitulado “A European Delaration of Independence – 2083″ (Uma declaração de Independência Europeia – 2083), o manifesto foi publicado na internet apenas horas antes do massacre no país.

Com informação das agências e redação da Veja.com.   julho de 2011

Atirador da Noruega.

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Segundo relatório da Pnad em dez anos, a população de curtis/cor preta no país voltou  a crescer 2,1 pontos percentuais, passando de 5,9% do total de brasileiros em 2004 para 8% em 2013, ou seja, 16,3 milhões de pessoas segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios) 2013. O material foi divulgado na quinta-feira (18) e corrigido no dia seguinte após reconhecimento de erro do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados divulgados originalmente apontavam crescimento de 2,2 pontos percentuais.

A pesquisa aponta ainda que a miscigenação da população como outra hipótese que pode explicar o crescimento da população parda no país. A população de pardos, que também vinha crescendo, estabilizou-se, em 2013, na mesma proporção de 2012 (45%). Pelo menos 90,6 milhões de brasileiros se declararam desta cor.

O crescimento da população preta foi mais acentuado nas regiões Norte e Nordeste do país, chegando a um aumento de 3,3 e 3,2 pontos percentuais, respectivamento –de 4,1% em 2004 para 7,4% 2013 e de 6,4% para 9,6%.

A população que se declara como branca oscilou de 46,3%, em 2012, para 46,1%, em 2013. Em 2004, essa proporção chegou a ser de 51,2%. Em 2013, a população branca representou 93 milhões de pessoas.

Por ser uma pesquisa por amostra, as variáveis divulgadas pela Pnad estão dentro de um intervalo numérico, que é o chamado “erro amostral”. Segundo o IBGE, não há uma margem de erro específica para toda a amostra. Para a Pnad 2013, foram ouvidas 362.555 pessoas em 148.697 domicílios pelo país.

O Governo Brasileiro, o Estado Brasileiro e a Sociedade brasileira são coniventes com isto

A declaração de Durban  – “Reconhecemos que o apartheid e o genocídio, nos termos do direito internacional, constituem crimes de lesa-humanidade e estão entre as maiores manifestações e fontes de racismo, discriminação étnico racial, xenofobia e intolerância correlata:reconhecemos o mal não dito e o sofrimento causado por estes atos e afirmamos que onde e quando quer que tenha ocorrido. Devem ser condenados e sua ocorrência prevenida”

Missogenação

Aconteceu na Av. Paulista em 20 de novembro 2017
Fonte: Noticias do PT.

Obs: simboloNossa Consciência e de que Somos Soudaneses  de cútis/cor preta.   Biled Es Soudan – diáspora 

 

 

crecente

 O homens ! por certo , nós vos criamos de um homem e de uma mulher, e vós fizermos como nações e tribos, para que vos conheçais uns aos outros. Por certo, o mais honrado de, vós , perante Allah é oniciente ,conhecedor. .” (49 surata, 13.ayat). “…

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Uma resposta para Genocídio Etnico no Brasil

  1. Ludo Final disse:

    “Genocídio: Tentativa de ou destruição total ou parcial de um “grupo” nacional, étnico, cultural, religioso. Constitui crime contra a humanidade.” É de fato um crime contra a rica diversidade propiciada na natureza. A miscigenação faz muito mal pra todos Africanos a longo prazo, asiáticos a médio prazo e europeus a curto prazo. Eu não tenho culpa de ser curiboca. Meus pais também sãocuribocas. Culpados são os que miscigenaram lá atrás. Somos todos vítimas desse sistema nojento e genocida.

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