O que é Negritude

Uma das formas mais comuns de se agredir verbalmente os pretos

 

Foi no contexto de profunda inferiorização do mundo não branco que nasceu em Paris, por volta de 1934, o Movimento de Negritude.

Uma das formas mais comuns de se agredir verbalmente os pretos que viviam na França nesse momento histórico era xingá-los de negros. O Movimento de Negritude foi uma forma bem peculiar de se reagir a esses ataques. O que esse movimento tentou fazer foi ressignificar, esvaziar a palavra “negro” de todo o seu caráter pejorativo, para convertê-la num termo positivo, e assim neutralizar o poder ofensivo da arma mais usual do racista: a linguagem. Francamente não sei até que ponto isso significou algum avanço na luta antirracismo na França ou em suas antigas colônias, mas me parece que só no Brasil os pretos gostam de ser chamados de negros. Tomemos como exemplo os países cujo idioma oficial é a língua mais falada do ocidente, o inglês. É flagrante tanto a autodefinição de “black”, quanto a recusa em ser chamado de “negger” (ou, na sua forma mais popular, “nigga”)[1]. O problema para entendermos a questão é que quem traduz os livros, textos, ou as falas dos filmes de língua inglesa que chegam até nós, traduzem “black” como sendo “negro”, o que está erradíssimo, já que pra eles o termo “black” (preto) é justamente uma forma de resistir ao termo “negger” (negro). Assim, ao nos referirmos aos nossos irmãos pretos dos Estados Unidos ou África do Sul, por exemplo, como “negros”, estamos fazendo com eles exatamente o que os racistas de lá fazem.

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black-man-woman-child = pretos

 

Escala cromática de von Luschan

Luschan

 

nativos

Human Distribuição Cor da pele

 

Tipo Escala de von Luschan Descrição da Pele
1 1 5 Muito claro
II 6 10 Claro
III 11 15 Intermediário;europeu de pele escura,ou caucasiano médio
IV 16 20 Mediterrêneo ou Escura média
V 21 28 Escuro,marrom ou Pardos
VI 29 36 Muito escura ou Pretos

A diferença relevante entre as escalas de Von Luschan e de tipos de pele é uma das aplicações pretendidas: a escala por cor da pele, tem por objetivo simplesmente classificar pessoas pelo sua tom da pele verdadeiro e não estabelecer uma classificação racial de uma população inteira.

No Brasil

Nossa Constituição assegura a valorização da diversidade étnica e regional e a proteção de todos os grupos participantes do processo civilizatário nacional. O mestiço brasileiro, organizando – se em associações para a defesa de sua identidade, tem esta reconhecida oficialmente por leis como as que instituíram o Dia do Mestiço nos Estados do Amazonas, de Roraima e da Paraíba, e também o Dia do Caboclo.

Contradizendo sua política interna, o Brasil tornou-se signatário dos documentos finais da Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerência Correlatas, e de sua Conferência de Revisão, promovidas pela ONU em 2001 e 2009, no Brasil.

Em seu primeiro censo oficial, de 1872, tinha para a variável “cor/raça” as opções “branca”, “preta”, “parda” e “cabocla” no censo de 1890, a opção “parda” foi substituída por “mestiça”, retornando o termo “parda” em todos os censos seguintes que tiveram o quesito “cor/Raça”, passando a incluir também os mestiços caboclos..As opções “preta” e “branca” sempre constaram nos quesitos “cor/raça” dos censos

Apesar da Raça Humana ser uma so … as Etnias são diferentes e merecem nosso apreço e muito respeito…!

negritude é a palavra -chave do inimigo

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